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Economia do cuidado é tema de novo episódio de Afiadas desta sexta

ResumoO podcast Afiadas lança novo episódio nesta sexta-feira sobre economia do cuidado. O programa analisa o trabalho invisível de cuidado, predominantemente realizado por mulheres, e seus efeitos na economia e na vida das brasileiras. A discussão aborda a desvalorização histórica dessa atividade essencial para a sociedade.

O novo episódio do podcast Afiadas, que vai ao ar nesta sexta-feira, aborda a economia do cuidado. O programa discute o trabalho invisível de cuidado, majoritariamente feminino, e seu impacto na economia e na vida das mulheres brasileiras.

Lúcia Sanvido
Lúcia Sanvido Repórter de patrimônio e memória cultural · 17 de julho de 2026
Economia do cuidado é tema de novo episódio de Afiadas desta sexta
7.8/10
VereditoO novo episódio do podcast Afiadas, que vai ao ar nesta sexta-feira, aborda a economia do cuidado. O programa discute o trabalho invisível de cuidado, majoritariamente feminino, e seu impacto na economia e na vida das mulheres brasileiras.

O podcast Afiadas, produzido pelo jornal Folha de S.Paulo, publica nesta sexta-feira um novo episódio dedicado à economia do cuidado. O programa discute o trabalho invisível e não remunerado que sustenta famílias e comunidades, exercido majoritariamente por mulheres, e os desafios para reconhecê-lo como parte essencial da economia.

O que é economia do cuidado

Economia do cuidado é o conjunto de atividades e relações necessárias para o bem-estar cotidiano das pessoas, incluindo cuidados com crianças, idosos, doentes e pessoas com deficiência, além do trabalho doméstico. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres dedicam, em média, 21,3 horas por semana a afazeres domésticos e cuidados de pessoas, contra 11,7 horas dos homens. Esse trabalho não é remunerado nem contabilizado no Produto Interno Bruto (PIB), mas é fundamental para o funcionamento da sociedade.

Por que o tema ganha destaque agora

O debate sobre economia do cuidado ganhou força com a pandemia de covid-19, que escancarou a sobrecarga feminina. No Brasil, dados do IBGE mostram que, em 2022, 92,3 milhões de pessoas realizaram afazeres domésticos e cuidados, e as mulheres representavam 64,6% desse contingente. O episódio do Afiadas se insere nesse contexto, trazendo entrevistas com pesquisadoras e ativistas que analisam políticas públicas, como a criação de um sistema nacional de cuidado políticas públicas para o cuidado no Brasil.

O que esperar do episódio

A apresentação do programa contextualiza o conceito com dados recentes. O episódio aborda a divisão sexual do trabalho, a desvalorização do cuidado e as propostas de reconhecimento como direito social. Entre os convidados, há especialistas que discutem a experiência de países que já implementam políticas de cuidado, como Uruguai e Argentina. A economia do cuidado, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), movimenta globalmente cerca de US$ 10,8 trilhões por ano em trabalho não remunerado.

Impacto na vida das mulheres

A carga de cuidado não remunerado reduz a participação feminina no mercado de trabalho formal. Mulheres com filhos pequenos têm taxa de ocupação 18 pontos percentuais menor que a de homens na mesma situação, de acordo com o IBGE. O episódio do Afiadas explora como a falta de creches, licenças parentais equitativas e serviços de cuidado para idosos aprofunda a desigualdade de gênero. A economista Hildete Pereira de Melo, referência no tema, defende a inclusão do cuidado no cálculo do PIB como forma de visibilizar essa atividade.

Políticas públicas e desafios

No Brasil, o debate sobre economia do cuidado avança no Legislativo e no Executivo. O projeto de lei 417/2023, em tramitação no Congresso, propõe a criação de uma Política Nacional de Cuidados. O episódio do Afiadas discute os entraves, como a resistência à ampliação de gastos sociais e a necessidade de mudança cultural. A pesquisadora Helena Hirata, citada no programa, argumenta que o cuidado não é apenas uma questão feminina, mas um problema de toda a sociedade.

Como o trabalho de cuidado é invisível

O trabalho doméstico e de cuidado não é contabilizado nas contas nacionais, o que reforça sua desvalorização. O IBGE estima que, se fosse remunerado, o trabalho doméstico e de cuidado representaria 11,5% do PIB brasileiro. O episódio do Afiadas entrevista mulheres que vivem essa realidade, como cuidadoras de idosos e mães solo, mostrando a rotina de quem arca com essa carga sem suporte estatal.

O que está em jogo

Ignorar a economia do cuidado significa perpetuar a desigualdade de gênero e sobrecarregar mulheres, especialmente negras e de baixa renda. O episódio do Afiadas alerta para o risco de aprofundar a pobreza feminina se políticas de cuidado não forem implementadas. O reconhecimento do cuidado como direito e como pilar da economia pode transformar a vida de milhões de brasileiras.

Perguntas Frequentes

O que é economia do cuidado?

É o conjunto de atividades de cuidado com pessoas, como crianças, idosos e doentes, além do trabalho doméstico, realizado majoritariamente por mulheres, sem remuneração.

Por que o tema é debatido no podcast Afiadas?

O episódio desta sexta-feira discute o impacto do trabalho não remunerado na vida das mulheres e a necessidade de políticas públicas para reconhecê-lo.

Quanto tempo as mulheres dedicam ao cuidado no Brasil?

Segundo o IBGE, mulheres dedicam 21,3 horas semanais a afazeres domésticos e cuidados, contra 11,7 horas dos homens.

O trabalho de cuidado é contabilizado no PIB?

Não, o IBGE estima que, se fosse remunerado, representaria 11,5% do PIB brasileiro.

Quais políticas podem ajudar?

Criação de creches, licenças parentais equitativas, serviços de cuidado para idosos e a Política Nacional de Cuidados em discussão no Congresso.

Onde ouvir o episódio?

O podcast Afiadas está disponível nas principais plataformas de streaming e no site da Folha de S.Paulo.

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