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Viva Maria: Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos

ResumoRádio Nacional da Amazônia completa 49 anos em 1º de outubro, com homenagem no programa Viva Maria, apresentado por Mara Régia. A emissora pública celebra a data com recuperação de memórias musicais e afetivas de sua trajetória na região amazônica. A programação especial destaca o papel histórico da rádio na integração cultural e comunicação local.

A Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos nesta terça-feira (1º) e ganha homenagem especial no Viva Maria, com apresentação de Mara Régia. O programa recupera memórias musicais e afetivas da emissora.

Glória Sampaio
Glória Sampaio Editora de cinema brasileiro contemporâneo · 01 de setembro de 2026
Viva Maria: Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos
9.4/10
VereditoA Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos nesta terça-feira (1º) e ganha homenagem especial no Viva Maria, com apresentação de Mara Régia. O programa recupera memórias musicais e afetivas da emissora.

A Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos nesta terça-feira (1º) e ganha homenagem especial no Viva Maria. Com apresentação de Mara Régia, o programa celebra a trajetória da emissora que, há quase cinco décadas, leva informação, cultura e serviço a comunidades de diferentes regiões da Amazônia.

A edição especial recupera a memória musical da rádio em um depoimento do cantor e compositor paraense Nilson Chaves. Ele relembra o processo coletivo de criação de oito peças musicais produzidas especialmente para a emissora, uma experiência que buscou traduzir, em diferentes ritmos, a diversidade cultural da região e a relação da rádio com seus ouvintes.

"Conseguimos viajar um pouco nos ritmos da Amazônia, trazer mais esses ritmos para dentro da rádio, que fosse a identidade da emissora junto com esse povo amazônico", afirma Nilson Chaves.

A homenagem também traz uma memória afetiva. Mara Régia, que há décadas está ligada à programação da Rádio Nacional da Amazônia, lembra que a emissora se tornou uma espécie de ponte entre os territórios mais distantes e o restante do país.

Essa dimensão aparece com força no depoimento de Maryellen Crisóstomo, jornalista, ativista dos direitos humanos e liderança quilombola do Território Baião, em Almas, no sudeste do Tocantins. Ela conta que cresceu ouvindo a Nacional da Amazônia e que, para sua família, a rádio era muito mais do que uma fonte de informação: era também um meio de comunicação entre parentes e comunidades.

Maryellen lembra, por exemplo, os calendários enviados pela emissora aos ouvintes que escreviam para a rádio. A lembrança, guardada desde a infância, transforma-se em testemunho da presença da emissora no cotidiano de comunidades onde outros meios de comunicação praticamente não chegavam.

Para Mara Régia, a comemoração dos 49 anos já aponta para o próximo grande marco: o cinquentenário da emissora, em 2027.

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