# RioFilme trabalha por mercado cinematográfico comum do Brics

> RioFilme negocia com a Rússia um acordo de coprodução cinematográfica para criar um mercado comum entre os países do Brics. Leonardo Edde, presidente da RioFilme, participa do Festival de Moscou até 31 de agosto. A meta é ampliar a circulação de filmes brasileiros e russos no bloco.

*Clássicos Brasil · Destaques · 28 de agosto de 2026 · Lúcia Sanvido*

O Brasil negocia com a Rússia um acordo de coprodução cinematográfica. Leonardo Edde, presidente da RioFilme, afirma que a meta é criar um mercado comum no Brics. Ele participa do Festival de Moscou até 31 de agosto.

O Brasil negocia um acordo oficial de coprodução cinematográfica com a Rússia, que permitirá o uso de políticas públicas para projetos culturais de ambos os países. A informação é de Leonardo Edde, presidente da RioFilme, empresa da prefeitura carioca. Ele está em Moscou para o Festival Internacional de Cinema, onde permanece até o próximo dia 31.

"A gente espera que, no médio prazo, esse acordo se converta em realidade", disse Edde à Agência Brasil. Para isso, porém, é preciso estruturar o negócio antecipadamente: entender que tipo de conteúdo tem mais potencial na união das duas culturas e que interseção há entre as audiências, seja no cinema, na televisão ou no streaming. "Tem toda uma preparação para que esse acordo de coprodução esteja operacional e permita a realização de negócios."

A RioFilme já esteve na China e na Índia. "A gente está tentando fortalecer o Brics. Nós temos um mercado comum gigantesco e precisamos olhar mais para a gente", afirmou. Edde defende que o bloco potencialize seu softpower, como fizeram Estados Unidos, Coreia do Sul e França, atraindo turismo e consumidores. A mesma política é desenvolvida junto aos demais integrantes do grupo.

Brics e o mercado audiovisual

A viagem a Moscou integra o projeto Destination Rio, do plano estratégico da prefeitura 2025/2028. O objetivo é gerar coproduções e distribuir conteúdo brasileiro no exterior, além de atrair produções estrangeiras e empresas internacionais para o Rio. Em 2024, a RioFilme assinou memorando com Moscou; em junho de 2026, delegação russa participou do Rio2C.

Rio2C e o audiovisual brasileiro

O que está em jogo é a criação de "quase um mercado comum Brics", nas palavras de Edde. Sem esse movimento, o bloco segue dependente de parcerias com EUA, Europa e Ásia. O esforço também alcança Colômbia, Espanha, Inglaterra e França.

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Fonte (canonical): https://classicosbrasil.com.br/destaques/riofilme-trabalha-por-mercado-cinematografico-comum-brics/
