Dança em Trânsito estreia com preços populares no Rio
A 24ª edição do Dança em Trânsito ocupa o Rio de Janeiro de 4 a 11 de agosto com espetáculos de 20 companhias, ingressos a partir de R$ 10 e uma apresentação gratuita na Praça Mauá.
Dança em Trânsito estreia nesta terça com preços populares no Rio
A dança contemporânea ocupa o Rio de Janeiro a partir desta terça-feira (4), quando o festival Dança em Trânsito abre sua 24ª edição com espetáculos de 20 companhias e artistas do Rio, de outros estados e de outros países. Até o dia 11, o público poderá assistir a apresentações com ingressos de R$ 10 a R$ 20, em quatro casas de espetáculo, e ainda conferir uma atração gratuita na região portuária.
O que você vai encontrar: companhias de nove estados brasileiros, convidados internacionais da Coreia do Sul, França, Itália e Luxemburgo, além de encontros abertos com programadores de festivais estrangeiros. A programação completa está no site oficial do festival.
Onde assistir e quanto custa
Os espetáculos acontecem no Espaço Tápias, na Barra da Tijuca, zona sudoeste da cidade, e nos teatros Nélson Rodrigues, Carlos Gomes e João Caetano, no centro do Rio. Os ingressos custam entre R$ 10 e R$ 20, um valor pensado para democratizar o acesso à dança.
Participam desta edição artistas de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. A lista completa de atrações, com horários e locais, pode ser conferida no site do festival.
Uma apresentação gratuita na Praça Mauá
Uma das marcas do Dança em Trânsito é ocupar praças, ruas e espaços públicos com espetáculos gratuitos. Neste ano, além das casas de espetáculo, haverá uma apresentação na Praça Mauá, na região portuária, a partir das 16h, em frente ao Museu do Amanhã.
Quem abre a programação ao ar livre é o Bloco Turbilhão Carioca. Fundado em 2007 por batuqueiros de grandes oficinas de percussão do Rio de Janeiro, o grupo adapta ritmos de diferentes regiões do Brasil, como a junção do frevo com o funk, usando instrumentos tradicionais de uma bateria de escola de samba.
Intercâmbio internacional: encontros abertos ao público
O festival promove dois encontros chamados Janelas para o Mundo, abertos a quem quiser assistir. Eles reúnem programadores de festivais internacionais da Coreia do Sul e de Luxemburgo para apresentar um panorama da dança contemporânea de seus países.
Para Flávia Tápias, diretora artística e curadora do festival, esses momentos são valiosos para os artistas brasileiros. Ela avaliou, em entrevista à Agência Brasil, que os encontros permitem dialogar diretamente com profissionais que raramente vêm ao Brasil assistir a espetáculos.
O primeiro encontro acontece às 11h30, no Espaço Tápias, com o sul-coreano Lee Jong-Ho, fundador e diretor artístico do Festival Internacional de Dança de Seul (SIDance). Ele também preside a Seção de Seul do Conselho Internacional de Dança (CID-UNESCO) e a Associação Coreana de Críticos e Pesquisadores de Dança. Lee Jong-Ho vai falar sobre a dança na Coreia do Sul e as possibilidades de colaboração com artistas e organizações brasileiras.
Dois dias depois, também às 11h30, a apresentação fica por conta de Bernard Baumgarten, diretor artístico do TROIS C-L | Maison pour la danse, de Luxemburgo.
Um festival que conecta culturas
O Dança em Trânsito faz parte do projeto Ciudades Que Danzan, que reúne 41 cidades em diversas partes do mundo para difundir a dança contemporânea. Para Giselle Tápias, também diretora artística e curadora, esta edição reafirma a vocação do festival de promover o encontro entre artistas, culturas e diferentes formas de criação.
"Receber companhias da Coreia do Sul, França, Itália e Luxemburgo, fortalece o intercâmbio internacional e cria oportunidades que vão muito além das apresentações", disse Giselle à Agência Brasil.
Ela acrescentou que a vinda de programadores, diretores de festivais e artistas de outros países cria um ambiente favorável para futuras coproduções, convites para circulação internacional e participações em festivais no exterior, ao mesmo tempo em que mostra a qualidade e a diversidade da dança produzida no Brasil.
Números que mostram a trajetória
Desde que foi criado, em 2002, o Dança em Trânsito já realizou mais de 1.290 apresentações, com cerca de 150 companhias de 22 países e de mais de 43 cidades das cinco regiões do Brasil e do exterior. O público acumulado ultrapassa 100 mil pessoas.
Durante a pandemia, em 2020, o festival migrou para uma versão online, que recebeu indicação ao Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), na categoria Difusão. Em 2021, houve a primeira edição híbrida, com a participação de 25 cidades.
Como o festival se sustenta
A 24ª edição do Dança em Trânsito é apresentada pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e conta com patrocínio da Volkswagen Caminhões e Ônibus e da Engie Brasil Energia.
Se você está no Rio ou planeja uma visita, vale reservar um tempo para explorar a programação. A dança vai ocupar teatros e ruas, com preços que cabem no bolso e uma chance rara de ver artistas de vários países sem sair da cidade.
Perguntas Frequentes
Quando começa o Dança em Trânsito no Rio?
O festival começa nesta terça-feira, 4 de agosto, e segue até o dia 11, com espetáculos em quatro casas e uma apresentação gratuita na Praça Mauá.
Quanto custam os ingressos do Dança em Trânsito?
Os ingressos custam de R$ 10 a R$ 20, nos teatros e no Espaço Tápias. A apresentação na Praça Mauá é gratuita.
Onde acontecem as apresentações?
As apresentações ocorrem no Espaço Tápias, na Barra da Tijuca, e nos teatros Nélson Rodrigues, Carlos Gomes e João Caetano, no centro do Rio. A atração gratuita é na Praça Mauá.
Quais países participam do festival?
Há atrações convidadas da Coreia do Sul, França, Itália e Luxemburgo, além de artistas de nove estados brasileiros.
Como faço para ver a programação completa?
A agenda completa está disponível no site oficial do festival Dança em Trânsito.